Os rockers anglo-australianos do AC/DC tem uma mensagem para os rock stars decididos a fazerem o bem – “Parem de fazer shows beneficentes pedindo dinheiro para a caridade”.

Em uma entrevista para o jornal australiano, “The Daily Telegraph”, Brian Johnson disse que as pessoas não querem que celebridades ricas como Bob Geldof e Bono, fiquem pedindo para elas pensarem nas crianças que estão passando fome.

“Eu não digo às pessoas que elas precisam doar dinheiro – elas não devem fazer isso.” disse Brian, cuja banda ganhou na semana passada o primeiro Grammy de seus 37 anos de carreira – o de “Melhor Performance Hard Rock” para a música “War Machine”.

“Quando eu era um trabalhador, não queria ir até um concerto para ouvir algum bastardo dizendo pra mim que eu deveria estar pensando em alguma criança na África.”

“Sinto muito parceiro, faça você mesmo, gaste um pouco de seu próprio dinheiro e pronto. Isso me deixa nervoso. E ainda me torno um tirâno.”

Brian Johnson disse que o AC/DC se recusa tocar no Live Aid desde 1985.

“Bob Geldof é um cara astuto. Ele fez o que ele achava certo naquela época, mas não vingou. diz Brian. “O dinheiro não foi entregue aos pobres. Fico louco quando as pessoas tentam usar politica e caridade para fazer publicidade.”

Brian disse que sua banda vai continuar fazendo caridade em sigílo, e gastando um pouco de seu próprio dinheiro. 

“Fazer um show beneficente tudo bem, mas não na televisão mundial.” disse ele.

Brian Johnson comenta enquanto o AC/DC está se preparando parar começar na próxima semana sua primeira turnê australiana depois de nove anos. A banda já viajou para muitas partes do globo em sua turnê “Black Ice”.

O álbum com o mesmo nome, o primeiro após sete anos, já vendeu cerca de 6,7 milhões de cópias em todo o mundo.

Brian Johnson, agora com 62 anos, entrou como vocalista do grupo em 1980 após a morte de Bon Scott. Johnson disse que não tem nenhum plano para se aposentar.

“Claro que eu não quero me aposentar”, ele diz. “Mas estou te dizendo: se o corpo ou a voz empacotar, não há nada que poderei fazer. Orgulho é o que é. Você não quer deixar você, a banda ou os fãs decepcionados. Vou continuar enquanto eu puder.”

Fonte: The Globe And Mail e Herald Sun

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