Darryl Sterdan, do jornal “24 Hours”, conversou com o vocalista do AC/DC Brian Johnson, sobre diversos assuntos, incluindo o novo álbum, “Black Ice”:

24 Hours: Por que demorou oito anos até que o novo álbum fosse lançado? 

Johnson: “Bem, fizemos uma turnê após o lançamento de ‘Stiff Upper Lip’, depois tocamos na Alemanha com os Stones, e ainda participamos do evento beneficente relativo à SARS, em Toronto. Estávamos tocando bastante. Além disso, trocamos de gravadora, o que demandou algum tempo, e enfrentamos muita pressão e toda sorte de problemas. Isso tirou nossa concentração. Porém, acho que o motivo real foi o fato de o Mal e o Angus quererem algo novo e especial, sem pressa para terminar. Acho que eles conseguiram, pois fizeram um trabalho animal. Fiquei muito feliz quando ouvi aqueles riffs, foi o momento mais divertido em quinze anos”.

24 Hours: Você não está cheio de carregar o Angus nos ombros? O quanto você já correu com a virilha suada dele roçando na sua nuca? 

Johnson: “Acho que já corri uns vinte quilômetros. Mas, pelo menos ele não engordou ao longo dos anos”.

24 Hours: Todo mundo diz que o Malcolm é quem realmente manda. O AC/DC é uma democracia ou uma ditadura? 

Johnson: “É uma democracia até certo ponto. Malcolm não me agradeceria se eu dissesse que ele é o chefe, mas ele e o Angus de fato são os líderes. A banda é o mascote deles, e as decisões que tomaram mantiveram o AC/DC simples e verdadeiro no decorrer dos anos. E não há muitas outras bandas por aí que nunca se venderam de uma forma ou de outra”.

24 Hours: Por trinta anos, Malcolm ficou do lado direito da bateria, com o Cliff à esquerda. Seria um desastre se eles decidissem trocar de lado? 

Johnson: “Definitivamente, seria o fim do AC/DC. Não saberiam o que fazer, e a banda se dissolveria. Ponto final”.

24 Hours: Que músicas vocês irão tocar nos shows? Há várias obrigatórias para os fãs, mas gostariam de apresentar outras canções em particular?

Johnson: “Bom, temos que tocar ‘Thunderstruck’, ‘Back in Black’, ‘You Shook Me All Night Long’, ‘TNT’, Whole Lotta Rosie’, ‘Let There be Rock’, além de cinco músicas do novo álbum. E quanto às canções mais antigas, gostaria de cantar ‘What’s Next to the Moon’. Também gosto da ‘Gone Shootin´’. Essa seria uma música legal para tocarmos”. 

A matéria completa (em inglês) pode ser lida aqui.

Fonte: Whiplash.net

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